O câncer de colo de útero é uma das doenças mais presentes na vida das mulheres brasileiras — e, ao mesmo tempo, um dos poucos cânceres que pode ser quase completamente evitado quando detectado cedo. Se você está aqui porque recebeu um resultado de exame preocupante, porque alguém próximo foi diagnosticado, ou simplesmente porque quer se cuidar melhor, saiba que chegou ao lugar certo.
Neste artigo, o Dr. Antonio Carlos Tourinho de Castro, cirurgião oncológico com mais de 16 anos de atuação no norte do Paraná, explica tudo sobre essa doença: causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e, principalmente, como o diagnóstico precoce pode mudar completamente o desfecho do tratamento.
O Que É o Câncer de Colo de Útero?

O câncer de colo de útero, também chamado de câncer cervical, é um tumor maligno que se desenvolve nas células do colo do útero — a parte inferior do útero que se conecta à vagina.
Esse tipo de câncer tem uma característica importante: ele não surge do nada. Na grande maioria dos casos (mais de 99%), ele é causado por uma infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), um vírus sexualmente transmissível extremamente comum. A maioria das pessoas infectadas pelo HPV elimina o vírus naturalmente, sem nem saber que esteve infectada. O problema ocorre quando a infecção persiste por anos e começa a causar alterações nas células do colo do útero — as chamadas lesões precursoras — que, se não tratadas, podem evoluir para o câncer.
Esse processo é lento. Normalmente, leva de 10 a 20 anos para que uma lesão precursora se torne um câncer invasivo. É exatamente por isso que o rastreamento regular com o exame de Papanicolau é tão poderoso: ele detecta essas alterações antes que o câncer se instale.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) o câncer de colo de útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres brasileiras, com estimativa de mais de 17.000 novos casos por ano no Brasil. Leia aqui sobre a estimativa do INCA de Câncer em geral para os próximos anos.
Quem Tem Mais Risco de Desenvolver Câncer de Colo de Útero?
Qualquer mulher sexualmente ativa pode ser infectada pelo HPV e, portanto, está sujeita ao risco. No entanto, alguns fatores aumentam significativamente a probabilidade de desenvolver a doença:
Fatores de risco principais:
- Infecção persistente pelo HPV de alto risco (principalmente os tipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos)
- Início precoce da vida sexual — quanto mais cedo, maior o tempo de exposição ao HPV
- Múltiplos parceiros sexuais ou parceiro com histórico de múltiplas parceiras
- Tabagismo — as substâncias do cigarro chegam ao muco cervical e danificam o DNA das células locais
- Imunossupressão — mulheres com HIV, transplantadas ou em uso prolongado de corticoides têm defesa reduzida contra o HPV
- Uso prolongado de anticoncepcionais orais por mais de 5 anos (risco relativo moderado)
- Histórico de outras infecções sexualmente transmissíveis como clamídia e herpes
- Ausência de rastreamento regular — mulheres que nunca ou raramente fazem o Papanicolau têm risco muito maior de diagnóstico tardio
É importante ressaltar: ter um ou mais fatores de risco não significa que a mulher vai desenvolver câncer. Significa que o acompanhamento médico regular é ainda mais importante.

Quais São os Sintomas do Câncer de Colo de Útero?
Aqui está um ponto crucial que precisa ser dito com clareza: nas fases iniciais, o câncer de colo de útero geralmente não causa nenhum sintoma.
É justamente por isso que muitas mulheres chegam ao médico com a doença já avançada — porque esperaram os sintomas aparecerem. O Papanicolau existe exatamente para detectar a doença antes que os sintomas surjam.
Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são:
- Sangramento vaginal anormal: após a relação sexual, entre os períodos menstruais, ou após a menopausa
- Corrimento vaginal incomum: com odor forte, coloração diferente do habitual (rosado, marrom ou com sangue)
- Dor durante a relação sexual
- Dor pélvica persistente sem causa aparente
Nos casos mais avançados, a doença pode causar:
- Dificuldade para urinar ou sangue na urina
- Alterações intestinais
- Inchaço nas pernas
- Perda de peso sem explicação e fadiga intensa
Se você apresentar qualquer um desses sintomas, não espere. Procure um médico imediatamente.
Como É Feito o Diagnóstico do Câncer de Colo de Útero?
O diagnóstico do câncer de colo de útero passa por etapas bem definidas:
1. Exame de Papanicolau (citologia cervical)
É o primeiro e principal exame de rastreamento. Simples, rápido e indolor, coleta células do colo do útero para análise em laboratório. Deve ser feito anualmente por mulheres entre 25 e 64 anos sexualmente ativas.

2. Teste de HPV (co-teste)
Detecta a presença do vírus HPV no colo do útero, especialmente os tipos de alto risco. Pode ser feito junto com o Papanicolau e é cada vez mais recomendado após os 30 anos.
3. Colposcopia
Quando o Papanicolau apresenta alterações, a colposcopia é indicada. Usa um aparelho de magnificação para examinar o colo do útero com maior detalhe, identificando áreas suspeitas.
4. Biópsia
É o exame que confirma o diagnóstico. Uma pequena amostra de tecido é retirada das áreas suspeitas e enviada para análise anatomopatológica. Somente com a biópsia é possível dizer com certeza se há câncer.
5. Exames de estadiamento
Tomografia, ressonância magnética e PET-scan são usados para determinar se o câncer se espalhou para outros órgãos e linfonodos.
Classificação e Estágios: O Que Significam?
O estadiamento do câncer de colo de útero é fundamental para definir o tratamento. O sistema mais usado é o da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia):
| Estágio | Descrição | Sobrevida em 5 anos |
| Estágio I | Câncer confinado ao colo do útero | 85% a 95% |
| Estágio II | Além do colo, sem atingir a pelve ou terço inferior da vagina | 60% a 75% |
| Estágio III | Paredes da pelve, terço inferior da vagina ou rins comprometidos | 30% a 50% |
| Estágio IV | Bexiga, reto ou metástase à distância | 15% a 20% |
Esses dados reforçam que o diagnóstico precoce salva vidas. Uma mulher diagnosticada no Estágio I tem uma chance de cura muito próxima de 100% quando tratada adequadamente.
Quais São os Tratamentos Disponíveis?
O tratamento depende do estágio da doença, da saúde geral da paciente, da sua idade e do desejo de preservar a fertilidade. As principais abordagens são:
Cirurgia
A cirurgia é a opção preferencial nos estágios iniciais (I e IIA). As modalidades incluem:
Conização
- Indicada para lesões precursoras e cânceres muito iniciais. Pode preservar o útero e a fertilidade da mulher.
Traquelectomia radical
- Remove o colo do útero preservando o corpo do útero. Opção para mulheres jovens com câncer inicial que desejam engravidar no futuro.
Histerectomia radical (Wertheim-Meigs)
- Remove o útero, colo do útero, parte da vagina e os linfonodos pélvicos. Pode ser feita por laparotomia ou minimamente invasiva (laparoscopia ou robótica).
Radioterapia e Quimioterapia
Usadas isoladamente ou em combinação nos estágios mais avançados (IIB em diante). A quimiorradioterapia — radioterapia combinada com cisplatina — melhora significativamente as taxas de resposta em relação à radioterapia isolada.

Imunoterapia e Medicina Personalizada
- Pembrolizumabe (Keytruda): imunoterápico aprovado para casos recidivantes ou metastáticos com expressão de PD-L1
- Bevacizumabe: anticorpo antiangiogênico que bloqueia novos vasos sanguíneos do tumor
- Testes moleculares (perfil genômico): identificam mutações que orientam terapias-alvo personalizadas para cada paciente
Riscos, Contraindicações e O Que Perguntar ao Médico
Sobre a cirurgia:
- Risco de sangramento, infecção e lesões em estruturas adjacentes (bexiga, reto, ureteres)
- Linfedema (inchaço nas pernas) por retirada de linfonodos
- Menopausa cirúrgica nos casos em que os ovários são removidos
- Disfunção sexual em alguns casos
Perguntas essenciais para fazer ao seu médico:
- O câncer está confinado ao colo ou se espalhou?
- Qual tratamento tem mais chance de cura no meu caso?
- A cirurgia pode preservar minha fertilidade?
- Quais são os efeitos colaterais esperados?
- Qual é o tempo de recuperação?
- Há necessidade de tratamento complementar após a cirurgia?
Prognóstico: O Que Espera Quem Trata Cedo?
O prognóstico do câncer de colo de útero está diretamente ligado ao estágio no momento do diagnóstico. O diagnóstico precoce — nos estágios I e IIA — está associado a taxas de cura que chegam a 85–95%.
Outro dado importante: o câncer de colo de útero é o único tipo de câncer com vacina preventiva disponível. A vacina contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS, reduz em até 90% o risco de infecção pelos tipos mais perigosos do HPV.
Por Que o Dr. Antonio Carlos É a Melhor Escolha para Tratamento no Norte do Paraná?

O tratamento do câncer de colo de útero exige um cirurgião oncológico com formação específica, experiência comprovada e estrutura adequada. Em Arapongas e em toda a região norte do Paraná, o Dr. Antonio Carlos Tourinho de Castro reúne todos esses atributos:
✔ Formação de alto nível: Residência em Cirurgia Geral e especialização em Oncologia Cirúrgica pelo Hospital Angelina Caron — referência nacional no tratamento do câncer.
✔ Mais de 15 anos de experiência exclusiva: Desde 2011, Responsável Técnico pela Oncologia Cirúrgica do Hospital Norte Paranaense (HONPAR), em Arapongas.
✔ Atendimento particular personalizado: Consultas sem pressa, com tempo adequado para esclarecer todas as dúvidas da paciente e da família.
✔ Referência regional: Pacientes de Londrina, Apucarana, Cambé, Rolândia, Maringá e toda a região norte do Paraná confiam no Dr. Antonio Carlos.
✔ Visão integrativa: Atua em sinergia com oncologistas clínicos, radioterapeutas e outros especialistas, garantindo um plano de tratamento completo e coordenado.
Conheça mais sobre o Dr Antonio Carlos Tourinho de Castro
Perguntas Frequentes Sobre o Câncer de Colo de Útero
O HPV sempre causa câncer de colo de útero?
Não. A maioria das infecções por HPV é eliminada naturalmente pelo organismo em até 2 anos, sem causar nenhum problema. O câncer se desenvolve apenas em casos raros de infecção persistente por tipos de alto risco, especialmente quando não há rastreamento regular.
Quem tomou a vacina contra o HPV ainda precisa fazer o Papanicolau?
Sim, com certeza. A vacina protege contra os principais tipos de HPV, mas não cobre todos os tipos. O Papanicolau continua sendo indispensável para todas as mulheres sexualmente ativas, independentemente da vacinação.
A partir de qual idade devo começar a fazer o Papanicolau?
O Ministério da Saúde recomenda que o rastreamento comece aos 25 anos para mulheres que já iniciaram a vida sexual. Após dois exames normais consecutivos com intervalo de um ano, o exame pode ser feito a cada 3 anos até os 64 anos.
Posso ter filhos após o tratamento?
Depende do estágio e do tipo de tratamento. Em casos muito iniciais, a conização e a traquelectomia radical permitem preservar a fertilidade. A histerectomia, no entanto, impede futuras gestações.
O que fazer se o Papanicolau der alterado?
Não entre em pânico. A grande maioria das alterações não significa câncer. Siga as orientações do médico — geralmente é indicada a colposcopia. O importante é não ignorar o resultado e procurar atendimento especializado.
Orientações Práticas: O Que Fazer Agora?
- Se você ainda não faz o Papanicolau regularmente: agende agora. Esse único exame pode salvar sua vida.
- Se seu Papanicolau deu alterado: não espere. Procure um especialista para colposcopia e avaliação.
- Se você foi diagnosticada com câncer de colo de útero: busque um cirurgião oncológico experiente.
- Se você mora no norte do Paraná: você tem acesso a um especialista de alto nível em Arapongas.
Agende Sua Consulta com o Dr. Antonio Carlos em Arapongas
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